Meninas no tatame não são mais uma raridade, muito pelo contrário, todos os dias novas mulheres chegam às academias levando força de vontade, dedicação, graça e beleza a um mundo que há pouco tempo atrás era completamente masculino.
O preconceito sempre existirá, principalmente em esportes de contato como o Muay Thai. Muitos ainda remetem a imagem da mulher a um ser frágil, que precisa ser protegido. Nunca a imaginam de luvas, caneleiras e bucal enfrentando um homem de frente e sem medo.
O mundo e as mulheres mudaram e com isso os esportes praticados por elas também. Caminhar já não é mais a primeira opção para quem deseja perder peso. Nem sempre os quilos a mais são o motivo que as levam ao tatame, mas sim, a defesa pessoal, o condicionamento físico, a autoconfiança e o alívio do stress.
Como tudo conseguido até o presente momento, essa é mais uma etapa que a classe feminina deve vencer. Ocupar seu lugar lado a lado com o homem que pensa que ela deveria estar lavando louça ao invés de chutando aparador junto com ele. A responsabilidade de desbravar tais caminhos é da mulher corajosa que deixa de lado as aulas de jump nas academias femininas e aposta na sua força e sensibilidade dentro de um tatame cheio de homens que a julgam menos “forte” do que eles.
Infelizmente, ainda existem muitos locais restritos que teremos que invadir, fincar nossa bandeira e permanecer firmes, até que nos aceitem como iguais. Enquanto isso não acontece, comecemos pelo tatame. Viva o feminismo que luta!
Por: Deborah (Freira) Chiari
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