O sobrenome Gracie está ligado de forma intrínseca ao jiu-jítsu, desde que o patriarca Carlos Gracie aprimorou a arte marcial japonesa, no início do século 20. Mas a família também tem laços fundamentais com o MMA, com a criação do UFC por Rorion, em 1993, e o sucesso de Royce e Rickson nos ringues. Atualmente, esta geração tem o respeito de suas conquistas, mas já é substituída por novos nomes. A mentalidade, no entanto, é a mesma, desde a jovem Kyra ao já veterano Roger: erguer a bandeira do jiu-jítsu, mesmo que sozinho ele já não baste na hora de lutar.
Famosa pelo seu jiu-jítsu, Kyra já ensina a irmã caçula alguns passos da arte suave. Além dos golpes ligados à defesa pessoal, a última de cinco irmãos já brinca até com o famoso mata-leão
Entre os novos Gracie, de quem muito se espera é Kyra, a musa da família, um exemplo de quem já cresceu com a pressão do sobrenome e que, após se destacar no jiu-jítsu - a chamada “arte suave” - quer colocar conquistas do MMA em seu currículo. O detalhe é que ela pode ser pioneira na família, que sempre foi bastante machista e viu - e ainda vê - com desconfiança uma garota no mundo das lutas.
“Quando comecei a competir no jiu-jítsu, o pessoal da família achou que era só uma fase. Hoje são os que mais me incentivam. Agora, com o MMA, eles voltaram a falar para eu deixar isso para lá”, conta ela, que estuda propostas para fazer sua estreia em 2012. “Quero sentir o que todas as gerações da minha família sentiram, e com a particularidade de ser pioneira entre as mulheres.”
Mesmo sendo uma garota, Kyra nasceu e ganhou seu quimono, como todos os parentes. Entre eles, estão dois companheiros de treinos e, futuramente, de profissão: Roger, que atua no Strikeforce, e Gregor, um dos jovens da família que sonha com um futuro no UFC. Em comum, eles tem o peso de toda uma família.
“Qualquer lutador da família representa o nome. De casa já se cria uma pressão, quase uma cobrança”, explica Roger, de 29 anos. Kyra adiciona: “A pressão sempre existe, até do rival que quer falar que venceu um Gracie. Mas para mim isso dá vontade de ir ainda mais longe.”
Fonte: UOL
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